sábado, 25 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
"Tradições Renovadas" Azeite Gallo
Sempre à procura de apurar e enriquecer os sabores que dão vida ao nosso Portugal, o azeite GALLO canta em dueto com esta nova geração, que inventa e reinventa a tradição.
Azeite GALLO com a banda sonora de B Fachada.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
"O meu coração" - Anaquim, com Ana Bacalhau
Meu coração é um viajante
Que se entrega num instante
Por ai a onde for
Acha que sabe bem o que eu preciso
Prende-se a qualquer sorriso
Sem motivos de maior
O meu coração é inocente
Pensa que a vida é um mar de rosas
Mas eu que vi espinhos em toda a gente
Afasto essas certezas duvidosas
O meu coração é um bicho muito estranho
Que se esconde e não responde a quem chamei
Alergico ao exterior vive na toca
Onde se esconde e sofoca por não ver entrar o ar
O meu coração vive trancado
Diz que atirou a chave ao mar
E eu que a procurei por todo o lado
Só me resta assim continuar
Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu vir que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrificio
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti
Já encontraste?
Demoras muito ou quê?
O meu coração é uma criança
Ansiosa pela dança de quem lhe estender a mão
Mas este é caprichoso e inclusivo
É na lista compulsivo que não chega à conclusão
O meu coração segue as novelas
Jubila com as falas das actrizes
O meu carrega histórias de mazelas
E afasta-se desses finais felizes
Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu vir que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrificio
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti
Falei primeiro a bem por ser assunto de respeito
Mas não deu ouvidos perseguiu naquele jeito
Mudei para as ameaças
Tentei que usasse a razão
Mas é palavra estranha pro meu pobre coração
Farta desses maus tratos fiz as malas e parti
E logo te encontrei com o mesmo modo que eu sofri
A mesma frustração
A mesma pose o mesmo olhar
E em teu toque senti no meu corpo a trupulsar
Juntos rimos de tudo
Só chorámos nas novelas
Fingimos ser crianças e dançámos como elas
Perdemos noite e dia entre histórias e canções
Juntámos nomes, gostos e moradas
E quase sem dar por nada
Encontrámos corações
Coração triste
Não me arrastes em teu passo
Meu corpo insiste em decidir o que faço
Se eu vir que sim ele diz que não
Eu vou bem sem coração
Entre morrer de amor e viver nesta prisão
Coração louco
Não me imponhas o teu vicio
Que a pouco e pouco vou cedendo ao sacrificio
É que eu sei bem que se acordares
E procurares por ai
Encontras outro coração para ti
Quando se quer sonhar...
Dói-me muito, muito, muito, a cabeça
Acima, o sobrolho quer fechar...
O direito, onde foca a dor
Hoje quero sonhar, ver-te lá
Amanhã acordado já não sei onde foi
Se for Lá que seja real, lá
Seja agora a hora certa
Quando me iludo assim a sonhar
Só, não fico, não me sinto
Sei com o que conto de mim
Sei o que vivo lá, quando no sonho
Sei-me melhor assim
E vejo-nos ainda melhor assim
Part II
Sinto a brisa nos pés da janela aberta
Deve vir da Lua e do azul-céu
Mas quero sonhar isso assim
Sonho esse arrepio suave
Sendo tua mão ao de leve, de pele
Procura conhecer assim o fresco pintado
Da luz colorida desta noite
Sonha agora, porque agora começa
de F.J.O.C.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Sorriso

Foi ontem que te vi
E hoje o que vejo faz-me sorrir
Ontem vi o teu sorriso
Hoje vi o meu querer ir a Ti
Antes de ver assim claro
Vi tudo amargo e tosco
Hoje sorris e não vejo
Ontem sorri-te e viste
de F.J.O.C.(sorrindo)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
"You're Still The One" - Shania Twain
(When I first saw you, I saw love.
And the first time you touched me, I felt love.
And after all this time, you're still the one I love.)
Looks like we made it
Look how far we've come my baby
We mighta took the long way
We knew we'd get there someday
They said, "I bet they'll never make it"
But just look at us holding on
We're still together still going strong
(You're still the one)
You're still the one I run to
The one that I belong to
You're the one I want for life
(You're still the one)
You're still the one that I love
The only one I dream of
You're still the one I kiss good night
Ain't nothin' better
We beat the odds together
I'm glad we didn't listen
Look at what we would be missin'
I'm so glad we made it
Look how far we've come my baby
(Compositores: Lange, Robert; Twain, Shania)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Na meia-Lua

Abriu o céu...
Está limpo, azul e aluado...
E o dia esteve feio, murcho, nublado...
E eu não deixei de por ti estar apaixonado...
Meu Sol
Meu Coração Alado
de F.J.O.C. (vidrado)
Faro-l-eira

Ando no mar alto
Sem rumo nesta fera
De vida de aperalto
Onde anda a luz-cimeira
Que me guiará até ti
Alumia-me nesta canseira
Dá-me a luz que em ti vi
Onde anda a luz-dia
Que me guiará na noite
Alumia-me meu viajante-guia
Dá-me brilho amor-afoite
de F.J.O.C.(a luzir)
sábado, 14 de agosto de 2010
"Halo" - Beyonce
Remember those walls I built?
Well, baby they're tumbling down
And they didn't even put up a fight
They didn't even make up a sound
I found a way to let you in
But I never really had a doubt
Standing in the light of your halo
I got my angel now
It's like I've been awakened
Every rule I had you breaking
It's the risk that I'm taking
I ain't never gonna shut you out
Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away
Do your halo halo halo
I can see your halo halo halo
Do your halo halo halo
I can see your halo halo halo
Hit me like a ray of sun
Burning through my darkest night
You're the only one that I want
Think I'm addicted to your light
I swore I'd never fall again
But this don't even feel like falling
Gravity can't forget
To pull me back to the ground again
Feels like I've been awakened
Every rule I had you breaking
The risk that I'm taking
I'm never gonna shut you out
Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
Halo, halo
Everywhere I'm looking now
I'm surrounded by your embrace
Baby I can see your halo
You know you're my saving grace
You're everything I need and more
It's written all over your face
Baby I can feel your halo
Pray it won't fade away
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
I can feel your halo halo halo
I can see your halo halo halo
Composição: Bogart E. Kidd / Beyonce Knowles / Ryan Tedder
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Enfada-me

Em volta de mim alimento-me do alentado cevo
Na dádiva astuciosa, sem medo de me atrair ou enganar
Faço a lisonja ou o mimo lisonjeador e bebo
A isca do desengano como engodo a chamar
Dou-me bem de enfado alegremente ledo
A predestinar-me ser fantástico a amar
Mulher bela que gosta de fazer bem em dote e desejo
Enfado teu é o sobrenatural consentido benfazejo
de F.J.O.C. (Fada)
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
"Chances are" - Martina McBride & Bob Seger
Martina McBride & Bob Seger
"Chances Are"
Banda sonora do filme "Hope Floats"
(C)1998 Capitol Records
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Simplicidade
Sobressai o simples, o gostar por amar
Que gostar se atormenta só pela mente e vai?
A mente mente e entorpece o ar de andar
E eles que amavam já não há mão que não preveja seus futuros
de F.J.O.C. (sem tristeza :-))
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O pensamento em ti, o querer estar contigo
E repito-o outra vez
Vezes e vez atrás de vez
Sem conta e sem contar
Até ao momento, ao dia, à hora
De repetidamente sentir o que SINTO
de F.J.O.C.
sábado, 31 de julho de 2010
"Dá. Há."
Na voz do teu entendimento
Há algo para ter a haver?
Na carência do teu movimento
O entender de mim na tua voz
É a tua voz de olhar sereno
É longe teres-me parte-noz
O teu olhar na tua voz pequeno
Dá parte de tudo a nós
Na voz do nosso ser sós
Há parte de facto, veloz
Na presença do sentir-pós
de F.J.O.C.
sábado, 24 de julho de 2010
"O Amor e o Poeta" - Fernando Girão
Tive vida
Assim como um vazio do luar
Tive receio que chegasses
Assim repentinamente sem avisar
Tive a expectativa do paraíso
Imposta pela vida, pelo caminhar
Tive a coragem séria, fui atrevido
A cegar-me na jornada deste deambular
Tive tempo e ensejo de tudo
Tal foi a entrega de apaixonar
Tive as certezas sempre, mudo
Tal como senti logo o teu amar
Tive futuro em cada momento
Outro caminho não advinhei
Tive vida sem sofrimento
Oxalá venha mais do que esperei
Medo, receio
Expectativa, coragem
Tempo, certezas
Futuro, vida
de F.J.O.C.
domingo, 18 de julho de 2010
O mar revolto e frio
De vento, água e sal feito
De lá entrar de coragem-brio
Salgado na pele teve efeito
Com luz longe e ar quente crio
A solta vontade e jeito
De saber e ter contigo poderio
Até se ter em nós todo o peito
de F.J.O.C.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
“Sete Letras” - Marisa Pinto
Esta palavra saudade
sete letras de ternura
sete letras de ansiedade
e outras tantas de aventura.
Esta palavra saudade
a mais bela e mais pura
sete letras de verdade
e outras tantas de loucura.
Sete pedras, sete cardos, sete facas e punhais
sete beijos que são nardos
sete pecados mortais.
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.
Esta palavra saudade
sabe a sumo de limão
tem o travo de amargura
que nasceu do coração.
Ai! palavra amarga e doce
estrangulada na garganta
palavra como se fosse
o silêncio que se canta.
Meu cavalo imenso e louco
a galopar na distância
entre o muito e entre o pouco
que me afasta da infância.
Esta palavra saudade
é a mais prenha de pranto
como um filho que nascesse
por termos sofrido tanto.
Por termos sofrido tanto
é que a saudade está viva
são sete letras de encanto
sete letras por enquanto
enquanto a gente for viva.
Esta palavra saudade
sabe ao gosto das amoras
cada vez que tu não vens
cada vez que tu demoras.
Ai! palavra amarga e doce
debruçada na idade
palavra como se fosse
um resto de mocidade.
Marcada por sete letras
a ferro e a fogo no tempo
Ai! palavra dos poetas
que a disparam contra o vento.
Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.
Por termos sofrido tanto
é que a saudade está viva
são sete letras de encanto
sete letras por enquanto
enquanto a gente for viva.
Ary dos Santos
Caminhar
Caminho ao som do meu que dispara
Com o teu olhar-luz a chamar-me
Flutuo sem reservas e alarme
Vôo firme de quem tudo de Ti sente e ama
Quero ficar sem dormir
Preciso não adormecer porque vais aparecer
Quero esperar o teu sentir
Preciso ver-te e respirar-te e ter
de F.J.O.C.
terça-feira, 13 de julho de 2010
O milagre das rosas
"Romance da Rainha Santa Isabel"
Peço graça com fervor
Do divino Manuel,
Para que haja de rezar
Da Rainha Santa Isabel:
Em Saragoça nascida,
Segundo a oração diz,
Foi rainha mui querida,
Mulher d’el-rei Dom Dinis;
Aos pobres socorria
Com entranhas do coração
Pois de ninguém se fiava,
Sua esmola apresentava
Com a sua própria mão.
Vindo a “santa” um dia,
Com seu regaço ocupado,
Pelo tesouro que havia,
Com el-rei eis encontrada!
«Que levais aí, Senhora?
Levo cravos e mais rosas,
Para mais nossa alegria.
Bem sei que levais dinheiro,
Segundo sois costumada;
Antes que muito me cheira,
Rosas em Janeiro,
É de maravilha achá-las!»
A Senhora
O seu regaço lhe amostrou,
Cravos e rosas achou,
Um cheiro que admirava.
«Ó rainha excelente!
Meu tesouro podeis dar,
Minha coroa empenhar
Porque tudo estou contente.»
Estando a “santa” um dia
Na sua sala sentada,
Chegou-lhe um pobre chagado,
Se o podia arremediar;
Ela lhe disse
Com palavras de amor:
«Mandarei chamar o doutor,
Que vos haja de curar.
Senhora, se queredes
Ter o vosso coração inflamado,
Deitai-me na vossa cama,
Que eu serei remediado.»
A Senhora
De pés e mãos o lavou,
Na sua cama o deitou.
Um cavaleiro, que no paço
Havia encontrado,
A el-rei tudo é contado.
Vindo el-rei muito agastado,
Com tenção de a matar,
Contra a clemência que usava;
Na cama onde repoisava
Deitar um pobre chagado.
A Senhora correu o cortinado,
Achou Jesus crucificado!
Muito chorou o rei com ele
Dos milagres, que ela tinha obrado.
Em Estremoz acabou
Em Coimbra está sepultada,
No convento que formou
De Santa Clara sagrada.
in Romanceiro e Cancioneiro Popular Português
D'hoje
Calor aqui
Verdadeiro meu
Amor de Ti
Cheiro teu e meu
Calor aqui, cá em nós
Verdadeiro meu coração deu
Amor de Ti em dupla voz
de F.J.O.C.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Harmonia
sábado, 10 de julho de 2010
"À fuga da vida"
Corra sempre por tentar viver
Corra sempre por amar
Corra sempre por morrer a amar
Fuja da noite, da escuridão
Fuja de inércia, da submissão
Viva cada dia para melhor
Viva cada hora com mel-sabor
Viva cada minuto a sorrir
Viva cada afago a sentir
de F.J.O.C. ("À fuga. À vida.")
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Há tempo
Tudo, o óptimo de viver pelo melhor
Há vivências raras e inesperadas a granel
Todas elas derivadas das opções do nosso suor
Vai uma hora
Perde-se um minuto
Vem-te embora
Torna-te astuto
Há falta e carência diária que vem
Algumas secas e adversas ao momento
Há solidão segura de dentro, a quem
Tudo o que desejas e dás do teu fomento
Anda agora
Ganha tempo
Antecipa a hora
Pinta o advento
de F.J.O.C.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
"Não sei se é sonho, se realidade" - Fernando Pessoa
Se uma mistura de sonho e vida,
Aquela terra de suavidade
Que na ilha extrema do sul se olvida.
É a que ansiamos. Ali, ali
A vida é jovem e o amor sorri.
Talvez palmares inexistentes,
Áleas longínquas sem poder ser,
Sombra ou sossego dêem aos crentes
De que essa terra se pode ter.
Felizes, nós? Ah, talvez, talvez,
Naquela terra, daquela vez.
Mas já sonhada se disvirtua,
Só de pensá-la cansou de pensar,
Sob os palmares, à luz da lua,
Sente-se o frio de haver luar.
Ah, nessa terra também, também
O mal não cessa, não dura o bem.
Não é com ilhas do fim do mundo,
Nem com palmares de sonho ou não,
Que cura a alma seu mal profundo,
Que o bem nos entra no coração.
É em nós que é tudo. É ali, ali,
Que a vida é jovem e o amor sorri.
de 30/08/1933, Obras Completas I, Fernando Pessoa
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Canseira solitária
Nestes últimos dias, seja saudade ou carência ou do tempo mais ameno de calor, fico com a vontade de me aconchegar a ti o resto do dia, sem mais canseira que me ocupe...
Vim para o meu quartinho, e após mastigar algo leve, deitei meu corpo ao som da nova musica de cá... e deixei-me descansar. Do descanso ao jantar lá se foram duas horas... Despertei, com poucas falas fiquei... não me apetecia falar, não queria incómodo algum, só queria o tal aconchego poder ter de imediato...
Jantei e no meu silêncio introspectivo saí de casa sem destino, um café rápido pensei... Segui sem destino e encontrei-o na escadaria da mata do Menino do Monte de cá, e subi-a só, com pensamentos de nós, ao cair da noite... Escada a escada, imagem a imagem, ideia a ideia de carinho que desejava...
Ao cimo chegado o tal café tomei e logo saboreado logo desci, já à noite sem luar... Sosseguei no passeio sem deixar vir tristeza mas a saudade está em mim, aperta mais o meu mimo...porque é teu o meu aconchego!
de F.J.O.C.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
"Quero que vá tudo pro inferno" - GNR
MyPortugal Vídeo do MySpace
De que vale o céu azul
E o sol sempre a brilhar
Se você não vem
E eu estou a lhe esperar
Só tenho você no meu pensamento
E a sua ausência é todo meu tormento
Eu quero que você me aqueça neste inverno
E que tudo mais vá pro Inferno
De que vale a minha
Boa vida de play-boy
Se entro no meu carro
E a solidão me dói
Onde quer que eu ande tudo é tão triste
Não me interessa o que de mais existe
Eu quero que você me aqueça neste inverno
E que tudo mais vá pro Inferno
Não suporto mais
Você longe de mim
Quero até morrer
Do que viver assim
Só quero que você me aqueça nesse Inverno
E que tudo mais vá pro Inferno
uou uou
Eu quero que você me aqueça neste Inverno
E que tudo mais vá pro Inferno
uou uou
E que tudo mais vá pro Inferno
uou uou
E que tudo mais vá pro Inferno
(Roberto / Erasmo Carlos)
domingo, 27 de junho de 2010
De ti, mana
Assim muitos os dizem
Os meus hoje não te vêem
Mas nada há que os desmotivem
Nada os deixará perder memória
Nada os fará comunicar tudo ao coração
Nada se vai da tua história
Nada de ti sai deste teu irmão
de F.J.O.C.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Bom colher
Teu coração bom guarda as palavras sãs
Teu olhar segura e embala
Teu olhar vê-me a alma irmã
de F.J.O.C.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Mar hoje
Do mar em diante nada mais vi:
Sereia Risonha, ali te realizei
Navegador, eu, do amor que logo colhi
de F.J.O.C.
Teu toque o meu...
Teu toque o meu merecia
Teu toque o meu adia
Teu toque o meu fazia
Teu toque o meu!
de F.J.O.C.
terça-feira, 15 de junho de 2010
"O Meu Abrigo" - Mafalda Veiga
Olha pra mim
Deixa voar os sonhos
Deixa acalmar a tormenta
Senta-te um pouco aí
Olha pra mim
Fica no meu abrigo
Dorme no meu abraço
E conta comigo
Que eu estarei aqui
enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei
sempre que te sentires só
Olha pra mim
Hoje não há batalhas
Hoje não há tristeza
deixa sair o sol
Olha pra mim
fica no meu abrigo
perde-te nos teus sonhos
e conta comigo
enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só
enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só
eu estarei sempre
que te sentires só
Composição: Mafalda Veiga
sábado, 12 de junho de 2010
O traje de Madeira
Vindo do lado do Galo a cantar
O vestido da Cinderela fui entregar
A alguém que por ela vai desfilar
Mas lá longe ela já tem calçar
Por o ter encontrado no seu par
E este mensageiro dá por cumprida sua promessa...
Ao luar
de F.J.O.C.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Quero agora o teu quente aconchego...
O teu apego...
O teu ego...
Deixa-te querer-me sem sossego
Alerta-me logo que chego
Olha-me firme sem despego
E vive meu amor mancebo
de F.J.O.C.
sábado, 5 de junho de 2010
Follow me... / "Follow me" - Uncle Kracker
Cantam "Segue-me e tudo ficará bem"
A caminho de tal busca canso
Ouço em mim: Tu, Meu Bem
de F.J.O.C.
You don't know how you met me
You don't know why, you cant turn around and say good-bye
All you know is when im with you I make you free
And swim through your veins like a fish in the sea
I'm singing....
Follow me
Everything is alright
I'll be the one to tuck you in at night
And if you want to leave
I can guarantee
You won't find nobody else like me
And I worry 'bout the ring you wear
Cause as long as no one knows
That nobody can care
Your fellin guilty
And I'm well aware
But you don't look ashamed
And baby I'm not scared
Im singin...
Follow me
Everything is alright
I'll be the one to tuck you in at night
And if you want to leave
I can guarantee
You won't find nobody else like me
Solo
Won't give you money
I can't give you the sky
It better off if you don't ask why
I'm not the reason that you go stranded
We'll be alright if you don't ask me to stay
Follow me
Everything is alright
I'll be the one to tuck you in at night
And if you want to leave
I can guarantee
You won't find nobody else like me
You don't know how you met me
You don't know why, you cant turn around and say good-bye
All you know is when im with you I make you free
And swim through your veins like a fish in the sea
I'm singing....
Follow me
Everything is alright
I'll be the one to tuck you in at night
And if you want to leave
I can guarantee
You won't find nobody else like me
Follow me
Everything is alright
I'll be the one to tuck you in at night
And if you want to leave
I can guarantee
You won't find nobody else like me
Follow me
Everything is alright
I'll be the one to tuck you in at night
And if you want to leave
I can guarantee
You won't find nobody else like me
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Quero de querer
Desejo de arder
Ansejo de veemência
Vejo de clarividência
Beijo de amor e carícia
de F.J.O.C.
"Hey Soul Sister" - Train
Hey, hey, hey
Your lipstick stains
On the front lobe of
My left side brain
I knew I wouldn't forget you
And so I went and let you blow my mind
Your sweet moonbeam
The smell of you in every single dream I dream
I knew when we collided
You're the one I have decided
Who's one of my kind.
Hey, soul sister
Ain't that Mr. Mister
On the radio, stereo
The way you move
Ain't fair you know
Hey, soul sister
I don't wanna miss
A single thing you do
Tonight
Hey, hey, hey
Just in time
I'm so glad
You have a one track
Mind like me.
You gave my life direction
A game show love connection
We can't deny
I'm so obsessed
My heart is bound to beat
Right out my untrimmed chest
I believe in you.
Like a virgin
You're Madonna
And I'm always gonna wanna
Blow your mind
Hey, soul sister
Ain't that Mr. Mister
On the radio, stereo
The way you move
Ain't fair you know
Hey, soul sister
I don't wanna miss
A single thing you do
Tonight
The way you can cut a rug
Watching you's the only drug I need
You're so gangsta
I'm so thug
You're the only one
I'm dreaming of you see
I can be myself now finally
In fact there's nothing I can't be
I want the world to see you be
With me
Hey, soul sister
Ain't that Mr. Mister
On the radio, stereo
The way you move
Ain't fair you know
Hey, soul sister
I don't wanna miss
A single thing you do
Tonight
Hey, soul sister
I don't wanna miss
A single thing you do
Tonight
Hey, hey, hey
Tonight
Hey, hey, hey
Tonight
Composição: Patrick Monahan, Espen Lind, Amund Bjorklund
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Dizer
Disse-o ao guardador do nosso caminho quando me reapareceu e me lembrou que existo...para um propósito maior.
de F.J.O.C. (dito)
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Pequeno Aristo

Umas festinhas no teu cabelo
Umas carícias na tua face
Um sorriso malandrinho
Um "sai daqui" aristo
Tantos risos fáceis tens
Tantas energias corridas pela casa
Tudo te faz menino e querido
Ternurento aos teus crescidos
E salpicado agora apareces
Assim feridinho de pintado
Penas nunca na vida as terás
Por sem elas em aparência teres ficado
E a festa podes fazer
Com amiguinhos de lazer
Ou contando marquinhas
Que agora te dão afazer
de F.J.O.C.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Altar
Terra alta das profundezas do meu emir
Percorro-as e meus pés fazem-me arfar
Subo e subo, sem ar sou todo de te sentir
Terra alta que lá no alto te faz
A luz que leva o dia cessante
Lá alto, tão alto, que sem ar me dás
A firmeza e solo constante
de F.J.O.C.
"Canção do monte" - Diabo na Cruz
Anda cá meu anjo
Aninhou-se um beijo
Sobre o teu cansaço
Vem passo a passo
Semear um hino
Sou o teu menino
Dá-me a tua mão
De Baguim à Ponta (dá-me a tua mão)
A história não conta (dá-me a tua mão)
Quantos foram fracos
Limpos os pratos
Dorme o tio na eira
Vai-se a vida inteira
Dá-me a tua mão
Choro com o teu riso (dá-me a tua mão)
Dizes que é preciso (dá-me a tua mão)
Tens-me no teu barco
Atira o meu arco
Se ganhares juízo
Lê o meu aviso
Dá-me a tua mão
Anda cá meu sonho (dá-me a tua mão)
Se tirares, eu ponho (dá-me a tua mão)
Vem deixar-me rouco
A pouco e pouco
Semear um hino
Sou o teu menino
Dá-me a tua mão (dá-me a tua mão)
Dá-me a tua mão (dá-me a tua mão)
Dá-me a tua mão (dá-me a tua mão)
Dá-me a tua mão (dá-me a tua mão)
Dá-me a tua mão
Arranjo de Diabo na Cruz de uma composição/canção de Jorge Cruz old school
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Fonte Idílica
de F.J.O.C.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Acorda e chama-me!
Ao lembrar de mim algo que seja
Ao sorrir o que te deseja
Lembra-te sempre de ti, Cereja
Lembra-te sempre de mim, inveja
Lembra-te sempre do que de nós seja
de F.J.O.C. (desejo)
"Cada dia que passa" - tAMbOR
Ai este coração
Só por ti sabe esperar
Ai,amor de perdição
Aqui na terra sem altar
Ai este coração
Que em cartas vai dizer
Vai e volta na tua mão
Vai e volta p'ra te ter
Cada dia que passa
Fica a terra mais gasta
Cada dia que passa
Fica o amor mais forte
(2x)
Ai este coração
Bate mais ao dar-te a mão
Vai e volta sem hesitar
À cidade ao pé do mar (2X)
Invento mais um momento
Invento e estico o tempo
Ai este amor em mim
Ai ter-te sempre assim
Cada dia que passa
Fica a terra mais gasta
Cada dia que passa
Fica o amor mais forte
(2X)
Cada dia que amanhece
Sem o teu abraço
Não tenho sossego em mim
Cada dia que amanhece
Com o teu abraço
O céu fica mais perto de mim
Cada dia que passa
Fica a terra mais gasta
Cada dia que passa
Fica o amor mais forte
(3X)
segunda-feira, 17 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Dá-nos
Dá-me um abraço no silêncio do respirar do nosso coração uno
Dá-me um abraço no silêncio do respirar do nosso mar
Dá-me um abraço no silêncio do respirar do nosso ser
Dá-me um abraço no silêncio do respirar do nosso querer
Dá-me um abraço no silêncio do respirar do nosso amar
de F.J.O.C. (embraçado)
segunda-feira, 10 de maio de 2010
(Que) É de Ti
Não contagiem tua alma por mim enternecida
Lê o meu imo que Te tanto deseja
E não creias tanto nas minhas palavras aéreas
Acredita mais no que o teu olhar Te transmite
Quando na distância me consegues ver e sentir
É ele que Te dá segurança ao coração
Que Te eleva de Ti para algo comigo
Às palavras que me saem
Não as tenhas como certas de mim
Porque as escrevo tanto como fossem de Ti
Tento ler-Te por elas, como no olhar
Que teus sentidos vivos
Não adormeçam teu coração por mim acordado
de F.J.O.C. (é de mim)
sábado, 8 de maio de 2010
"Afinal" - Álvaro de Campos
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.
Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.
Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,
Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam
Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,
Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.
Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!
Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre.
Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.
Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.
Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.
Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte ...
Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.
Dentro de mim estão presos e atados ao chao
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,
A chuva como pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.
Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!
in Álvaro de Campos, Poesia, Assírio & Alvim, Lisboa, 2002
quinta-feira, 6 de maio de 2010
"Both sides now" - Hayley Westenra
Rows and flows of angel hair
And ice cream castles in the air
And feather canyons everywhere
I've looked at clouds that way
But now they only block the sun
They rain and snow on everyone
So many things I would have done
Clouds got in my way
I've looked at clouds from both sides now
From up and down, and still somehow
It's cloud illusions I recall
I really don't know clouds at all
Moons and Junes and Ferris wheels
The dizzy dancing way that you feel
As every fairy tale comes real
I've looked at love that way
But now it's just another show
And you leave 'em laughing when you go
And if you care, don't let them know
Don't give yourself away
I've looked at love from both sides now
From give and take, and still somehow
It's love's illusions I recall
I really don't know love
Really don't know love at all
Tears and fears and feeling proud
To say "I love you" right out loud
Dreams and schemes and circus crowds
I've looked at life that way
Oh but now old friends they're acting strange
And they shake their heads
And they tell me that I've changed
Well something's lost but something's gained
In living every day
I've looked at life from both sides now
From win and lose and still somehow
It's life's illusions I recall
I really don't know life at all
It's life's illusions I recall
I really don't know life
I really don't know life at all
Composição: Joni Mitchell
quarta-feira, 28 de abril de 2010
"Um contra o outro" - Deolinda
Anda, desliga o cabo,
que liga a vida, a esse jogo,
joga comigo, um jogo novo,
com duas vidas, um contra o outro.
Já não basta,
esta luta contra o tempo,
este tempo que perdemos,
a tentar vencer alguém.
Ao fim ao cabo,
o que é dado como um ganho,
vai-se a ver desperdiçamos,
sem nada dar a ninguém.
Anda, faz uma pausa,
encosta o carro,
sai da corrida,
larga essa guerra,
que a tua meta,
está deste lado,
da tua vida.
Muda de nível,
sai do estado invisível,
põe o modo compatível,
com a minha condição,
que a tua vida,
é real e repetida,
dá-te mais que o impossível,
se me deres a tua mão.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Anda, mostra o que vales,
tu nesse jogo,
vales tão pouco,
troca de vício,
por outro novo,
que o desafio,
é corpo a corpo.
Escolhe a arma,
a estratégia que não falhe,
o lado forte da batalha,
põe no máximo o poder.
Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada,
que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
sábado, 24 de abril de 2010
És só A Pessoa
É nobre de gesto e sentir
É loba de vida e faro
É fugidia e repentina de lebre
É racional e consciente de gente
Pessoa é, meu desassossego!
de F.J.O.C.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Fito

Quero acariciar-te suavemente sem te acordar... mas fazer-te sentir bem no teu íntimo esse gesto, o meu calor.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Mãos de mimo
sexta-feira, 9 de abril de 2010
"All Is Love" - Karen O & The Kids
One, two, ready, go
Grow some big feet, holes in history
Is where you'll find me, is where you'll find
All is love, is love, is love, is love
L.O.V.E, its a mystery
Where you'll find me, where you'll find
All is Love, is love, is love, is love
Hey, ooh
Hey, ooh
Ooh ooh
All is Love
One, two, ready, go
L.O.V.E, its a mystery
Where you'll find me, where you'll find
All is love, is love, is love, is love
Ooh ooh
All is Love, is love, is love, is love
Original Soundtrack of "Where The Wild Things Are"
Music by Karen O & The Kids
quarta-feira, 7 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Soma de sonhos
E ao redor desta casa vê-se luz
Esta moradia alta e grande foge
Enorme vazio ao ninguém ver: supus!
Há braços, corações meus por aqui
De exemplo bom e certo são lar
Um espaço apertado tivesse eu aí
Braços e afagos vossos a amar
O ar luminoso faz-te brilhar
Mas o interior permanece insatisfeito
O dia-a-dia corre sem elar
Ante as conquistas tardias em efeito
Soma mais silêncios de sonhar
Acumula-os todos contigo em cascata
Tornarei a falar e a buscar
Teus gestos sinceros, e certos, à sucapa
de F.J.O.C.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Palavras
Ouve o som das palavras
Mergulha no que elas silenciam
Mesmo que te soem parvas
O que me esvai daí
O que percebo de momento
É tudo o que vem de Ti
Não vivo em contratempo
São tuas também elas
Escreves-as no sentir de mim
Elas sentem-Te perlas
São nossas vestes de brim
de F.J.O.C.
quinta-feira, 25 de março de 2010
"Cairo" - Seda
Vamos de férias...para longe!
Ponto de passagem
Cidade internacional
Os espiões vão de viagem
Joga-se o xadrez mundial
aaah, tudo é diferente
aaah, no cairo quente
Desfilar de presidentes
Diplomatas elevados
Todos querem noites quentes
E não ficarem queimados
aaah, tudo é diferente
aaah, no cairo quente
{Refrão}:
Cairo
Distante, Cairo
Excitante, Cairo
Apaixonante
Isto é o Cairo
Distante, Cairo
Excitante, Cairo
Apaixonante
Capitão do mistério
Terra de aventureiros
Já ninguém parece serio
É um local de guerrilheiros
aaah, tudo é diferente
aaah, no Cairo quente
{Refrão}
Ponto de passagem
Cidade internacional
Os espiões vão de viagem
Joga-se o xadrez mundial
aaah, tudo é diferente
aaah, no cairo quente
{Refrão} x...
"Heaven Knows" - Squeeze
You're no dame, I'm no duke
Somehow love is a fluke
We've survived thick and thin
Taking knocks on the chin
In the eyes of the sad
We may be barking mad
But the truth has been ceased
We are like chalk and cheese
You wind me up and I drive you mad
It's a fact of life, it goes hand in hand
And I know that look, it's read like a book
And I realize
I don't care what the world has to say
You should know that I love you
I love you
I love you today
When the boat starts to rock
Then my ears start to block
All the words that you say
Through the night, through the day
Where there's mud there is grass
And the storm soon will pass
Then it's back to the norm
All the cold turns to warm
Sometimes I think life crawls like a snail
And all of our dreams become the wind in your sails
Without wealth it's true, who cares what you do
And I realize
I can feel the eyes behind us as we walk
I can see the ears that listen when we talk
(Composição: Tilbrook, Glenn; Difford, Christopher)
quarta-feira, 24 de março de 2010
"Voar" - Tim
Eu queria ser astronauta, o meu país não deixou.
Depois quis ir jogar à bola, a minha mãe não deixou.
Tive vontade de voltar à escola, mas o doutor não deixou.
Fechei os olhos e tentei dormir, aquela dor não deixou.
Ó meu anjo da guarda, faz-me voltar a sonhar
Faz-me ser astronauta, e voar
O me quarto é o meu mundo, o ecrã e a janela.
Não choro em frente à minha mãe, eu que gosto tanto dela.
Mas esta dor não quer desaparecer, vai-me levar com ela
Ó meu anjo da guarda, faz-me voltar a sonhar
Faz-me ser astronauta, e voar
Acordar, meter os pés no chão
Levantar pegar no que tens mais à mão.
Voltar a rir. Voltar a andar.
Voltar... Voltar...
Voltarei... Voltarei...
Voltarei... Voltarei...
sábado, 20 de março de 2010
"Almas gémeas ou parcerias?" - M. Ribeiro Fernandes
O amor precisa de poesia, de beleza,
de sonho. Eles são a chama e apelo
a uma descoberta e aceitação mútua,
que valoriza a relação pessoal.
Uma das mais belas representações do amor é a teoria das almas gémeas, herdeira querida do romantismo. Herdeira, não será bem o termo, pois o romantismo não a inventou, apenas lhe deu ênfase e visibilidade, porque ela já era imemorialmente antiga. Há uma teoria, de tipo esotérico, que diz que, ao incarnar, as características masculinas e femininas da alma se separam, dando origem ao homem e à mulher; depois, seguem o seu ciclo de vida, partem à procura do amor, sentindo a nostalgia da sua cara metade. Só depois de se reencontrarem e conscientemente reconhecerem é que voltam a sentir-se felizes.
1. É frequente encontrar-se na literatura, no falar do povo, na publicidade alusões às almas gémeas. Há muitas expressões populares para traduzir essa realidade íntima do amor, como: “encontrei o amor da minha vida”, “a minha cara metade” e outras. Fazem parte do imaginário popular. Tantos romances inesquecíveis se escreveram (e viveram) baseados nesta atracção inexplicável das “almas gémeas” do amor que se procuram uma à outra como ímanes que só sossegam quando finalmente se encontram e conscientemente se descobrem, romances vividos não apenas como uma atracção química (como hoje se diz) e psicológica, mas também uma atracção espiritual que transcende a dimensão terrestre. Talvez por isso, a teoria das almas gémeas continue também ligada a um certo ocultismo.
2. Mas será que existem mesmo almas gémeas? Não serão elas apenas a metáfora do sonho do amor-perfeito? Ou a metáfora da atracção de toda a criatura pela beleza do seu criador, que Santo Agostinho, um homem genial que viveu apaixonadamente, tão bem sintetizou quando escreveu que o coração humano só encontrará descanso quando finalmente repousar em Deus? Pode haver quem chame loucura à história de amor de Romeu e Julieta, mas a verdade é que toda a gente o admira e, no seu íntimo, o sente como ideal e verdadeiro. A história de Romeu e Julieta continua a ser um símbolo do amor de duas almas gémeas. Um dos mais belos quadros que representa Santa Teresa de Ávila é o de uma mulher apaixonada por Deus e vivendo o êxtase desse amor. Afinal, que seria o homem sem paixão e sem amor? Pouco mais do que um autómato genial.
3. Apesar de belíssima, essa metáfora(ou realidade?) das almas gémeas nem sempre tem sido bem interpretada, o que nos leva a concluir que não basta encontrar o amor para ser feliz, é preciso também cultivá-lo responsavelmente em cada dia. A descoberta da sua alma gémea não resolve por magia todos os problemas de relacionamento do dia-a-dia entre o casal, porque os dois continuam a ser livres e falíveis, capazes de amar mas também capazes de errar. Se não procurarem viver em cada dia o prazer e a alegria desse encontro, podem deitar tudo a perder e afastar-se novamente um do outro. Mas, nem por isso deixam de sentir a nostalgia do amor, como escreveu Pablo Neruda: «É proibido esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque nossos caminhos se desencontraram... Cada um tem seu caminho e sua sorte».
4. Há quem diga que a expressão mais adequada para representar o amor, hoje, seria a da parceria. Está na moda falar-se de parcerias, da colaboração entre duas partes em que cada uma é respeitada como autónoma e independente e, quando se junta com outra, não é para a considerar como dependente de si, mas como igual a si e, cada um com sua especificidade, colaborarem num projecto comum. Quer isto dizer que, hoje, se tende a valorizar mais a autonomia de cada um do que a dependência mútua das partes. A representação do amor incorporou as aquisições sociais de independência profissional e económica de cada um, nomeadamente da mulher, que já não é considerada dependente do homem, porque tem como ele o seu emprego e a sua independência económica. Isso é um facto novo e positivo que modificou a representação social do amor e a vivência do casamento. Hoje, os jovens tendem a sair cada vez mais tarde da casa paterna, o que se torna um fardo pesado para os pais e pode induzir comportamentos de dependência social. Tentam prolongar por mais tempo a sua juventude. Aparentam ser mais individualistas. Comunicam mais entre si por meios instrumentais (telemóvel, internet, etc...) do que pessoalmente. Sentem-se mais inseguros. No entanto, esta aparente experiência de solidão também pode ter o seu lado positivo: ajudam-nos a atingir um nível mais elevado de autonomia e amadurecimento psicológico, contanto que não resvale para dependência parasitária em relação aos pais ou não fomente o isolamento ou outras formas desviantes. Gosto da ideia da parceria pelo que ela exprime de exigência de maior maturidade e de maior respeito mútuo para que os dois possam caminhar, na igualdade da sua diferença, de mãos dadas para a vida, numa união afectiva mais consistente; mas penso que seria uma representação um pouco fria do amor se lhe faltasse a poesia da alma gémea, a sua beleza, o seu calor, o seu entusiasmo. O amor precisa de poesia, de beleza, de sonho. Eles são a chama e apelo a uma descoberta e aceitação mútua, que valoriza a relação pessoal.
Texto de M. Ribeiro Fernandes publicado em Opinião, em 14 de Março de 2010, no Diário do Minho
terça-feira, 16 de março de 2010
Já rumo a casa outra vez...
sexta-feira, 12 de março de 2010
Após...
Suavemente em gestos lentos sentido
Tua boca me lembrou de dó
Roubado seria e tarda teu beijo unido
Um deleite simples e concentrado
De sabor lento e particular
Deliciado em pensamentos puros e amados
Permite-me também de boca amar
de F.J.O.C. (puro deleite)
"Songbird" - All Angels
For you, there'll be no more crying,
For you, the sun will be shining,
And I feel that when I'm with you,
It's alright, I know it's right
To you, I'll give the world
to you, I'll never be cold
'Cause I feel that when I'm with you,
It's alright, I know it's right.
And the songbirds are singing,
Like they know the score,
And I love you, I love you, I love you,
Like never before.
And I wish you all the love in the world,
But most of all, I wish it from myself.
And the songbirds keep singing,
Like they know the score,
And I love you, I love you, I love you,
Like never before, like never before.
Original from Fleetwood Mac
Written by Christine McVie
Regresso
Com fulgor todo o nosso ser ebuliçava
Teus lábios quentes e molhados e doces: Deus
Tornam sempre esta hora a mais ansiada
de F.J.O.C.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Sono fora
Minhas alegrias seriam dobradas
Se meus olhos ora se rissem
Minhas ideias eram regradas
Com meus olhos a verem-te
Ora sou mais apaixonado
Com meus olhos a rirem-te
Ora sou mais animado
de F.J.O.C. (a ver-te)
"I See You" - Leona Lewis
I see you
I see you
Walking through a dream
I see you
My light in darkness breathing hope of new life
Now I live through you and you through me
Enchanting
I pray in my heart that this dream never ends
I see me through your eyes
Living through life flying high
Your life shines the way into paradise
So I offer my life as a sacrifice
I live through your love
You teach me how to see
All that's beautiful
My senses touch your word I never pictured
Now I give my hope to you
I surrender
I pray in my heart that this world never ends
I see me through your eyes
Living through life flying high
Your love shines the way into paradise
So I offer my life
I offer my love, for you
When my heart was never open
(and my spirit never free)
To the world that you have shown me
But my eyes could not division
All the colours of love and of life ever more
Evermore
(I see me through your eyes)
I see me through your eyes
(Living through life flying high)
Flying high
Your love shines the way into paradise
So I offer my life as a sacrifice
And live through your love
And live through your life
I see you
I see you
Composição: James Horner
quarta-feira, 10 de março de 2010
"Have You Ever Really Loved A Woman?" - Bryan Adams
Link para o vídeo oficial http://www.youtube.com/watch?v=hq2KgzKETBw
To really love a woman
To understand her - you gotta know her deep inside
Hear every thought - see every dream
N' give her wings when she wants to fly
Then when you find yourself lyin' helpless in her arms
Ya know ya really love a woman
When you love a woman you tell her that she's really wanted
When you love a woman you tell her that she's the one
Cuz she needs somebody to tell her that it's gonna last forever
So tell me have you ever really - really really ever loved a woman?
To really love a woman
Let her hold you - til ya know how she needs to be touched
You've gotta breathe her - really taste her
Til you can feel her in your blood
N' when you can see your unborn children in her eyes
Ya know ya really love a woman
Chorus
You got to give her some faith - hold her tight
A little tenderness - gotta treat her right
She will be there for you, takin' good care of you
Ya really gotta love your woman...
Written by Bryan Adams, Robert John 'Mutt" Lange and Michael Kamen - Badams Music Ltd/Zomba Enterprises Inc (ascap )k-Man Corp./New Line Music Co/Sony Songs Inc (BMI)
"E eis..." - Santo Agostinho
"E eis que estavas dentro de mim e eu fora, e fora te buscava, errante pelas coisas tão belas que fizeste. Estavas comigo, mas eu não contigo. Distraíam-me de Ti as coisas, que não têm ser senão em Ti. Chamaste e clamaste, e rompeste a minha surdez; brilhaste, refulgiste e afugentaste minha cegueira; exalaste Teu perfume e respirei e anseio por Ti; saboreei-Te e tenho fome e sede; tocaste-me e abrasei-me na Tua paz."
(Santo Agostinho in Confissões, Livro X, Cap.X,27)
O meu pedacinho de jardim
Tornaste-te orfã de cuidados
Por só ficares, envelheces
E pereces sem corações agoirados
Na tua côr, luz, florescias
Sem ar contaminado crescias
E com fundamentos certos existias
Eras parte de mim lá
Quando lá fazia sentido seres
Esse pedacinho de jardim cá
Agora, hoje, na tua falta me feres
Razão ainda aqui há
Sentido continua a haver cá
Sentimento é a nossa semente que te renascerá
de F.J.O.C. (no jardim sonhado)
segunda-feira, 8 de março de 2010
AVISO
Desapareceu do seu lar a Mulher, hoje - não apareceu para o almoço. Responde pelo nome de Risonha. Há rumores de que anda perdida...de amores, por esse Mundo fora. A quem souber do seu paradeiro é favor indicar-lhe o sentido correcto para o seu lar, onde reside também o meu coração.
Por favor contactar Doce em http://vidadoceerisonha.blogspot.com
sábado, 6 de março de 2010
"Quem é ela?"
É direita e segura e firme de pele
O teu timbre é todo o meu som
É directo e suave e melódico mel
O teu diambular segura-me bem
É bailante e singelo e espelho teu
O teu olhar vibra e brilho tem
É luz solar e luar e meu apogeu
de F.J.O.C. (sei-a)
quinta-feira, 4 de março de 2010
"Boa Noite!"
Seja tua pele de mim envolta
Teus dedos procuram-me afinal
Meu corpo tanto se revolta
E a pensar só seja mal
Seja o meu olhar no amanhã
Tens tua alma viva e cabal
Manténs-te de tudo comigo afã
E de manso e ténue gesto
Seja de nós tudo revelado
Teremos arte, despeito sem modesto
Mesmo ausentes sendo do prelado
de F.J.O.C.
quarta-feira, 3 de março de 2010
CHUAC Quente
Há em nós o ardor
Urge já senti-lo
Antes da noite se pôr
Continuo a pedi-lo a ti Meu Amor
Corajosa nos receios
Independente no que prende
Amiga na dificuldade
Determinada na indecisão
Orientada na desorientação
de F.J.O.C.
terça-feira, 2 de março de 2010
Teu meio
Vê o que acontece amiúde
Esse olhar é a meias
Porque o meu também te alude
Sabes bem como me influencias
Sabias como te ias prender?
Vê como tudo é como o sentias
Vê como continua fácil aprender
Cá existimos como nos veio
Aqui florescemos a meio
de F.J.O.C.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
"Se cuidas de mim" com Inês Castel-Branco, por Tiago Bettencourt & MANTHA
Se cuidas de mim eu…
Eu cuido de ti também
Dentro da minha mão
Eu guardo-te bem
Se amarmos do princípio
Se perdermos tudo outra vez
Vou marcar-te bem
Como um sonho vão
Dentro da minha mão
Se cuidas de mim eu...
Eu cuido de ti também
Se vens em paz
Eu venho por bem
Se formos bebendo... o chão deste caminho...
Vou guardar-te bem
Agora que sei
Que não vou sozinho.
Por isso vem... Por isso vem... Por isso vem...
Por isso vem... Por isso vem... Por isso vem...
Há uma praia depois sombra (Por isso vem...)
Uma clareira para iluminar (Por isso vem...)
Há um abrigo no meio das ondas (Por isso vem...)
Tudo é caminho para iluminar (Por isso vem...)
Por isso vem... Por isso vem... Por isso vem...
Por isso vem... Por isso vem... Por isso vem...
Por isso vem... Por isso vem... Por isso vem...
Por isso vem...
Estar
É estar onde descansas
No meu íntimo, ouso
É ser eu onde danças
Estar em casa é em Ti
Seguir viagem é só chegar aí
de F.J.O.C. (descansado)
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
À noite, até despertar
E com o vento tocado
Nada fácil é, nem tem graça
É o tempo a tal dedicado
Adormeço antes no teu regaço
Fecho os olhos e sorrio
Acordei de manhã inacabado
Por adormecer sem brio
Sériamente anseio sossegar aí
Fisicamente desgasto-me sem nexo
Emocionalmente sigo-te aqui
Serenamente, sempre, temos reflexo
de F.J.O.C. (a dois tempos)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
"Dona Ligeirinha" - Diabo na Cruz
Antes da chegada disse-lhe ao ouvido
Esse teu amigo mais parece teu amor
Nem todo o caixeiro é pra andar contigo
Larga lá o osso ó fidalgo demolidor
Haja algum bom senso Dona Ligeirinha
Olhe que o comércio afugenta muita gente
Antes da chegada ouça o que eu lhe digo
Escolha o bom caminho que é pro moço andar contente
Antes da chegada disse-lhe ao ouvido
Esse teu amigo mais parece teu amor
Nem todo o caixeiro é pra andar contigo
Larga lá o osso ó fidalgo demolidor
Haja algum bom senso Dona Ligeirinha
Olhe que o comércio afugenta muita gente
Antes da chegada ouça o que eu lhe digo
Escolha o bom caminho que é pro moço andar contente
Vou largar o que a mamã levou à perna
Quer agora imitar o seu bom pai óai
Tanto orgulho numa só mulher moderna óai
Que ora corre ora cai
Antes da chegada disse-lhe ao ouvido
Esse teu amigo mais parece teu amor
Nem todo o caixeiro é pra andar contigo
Larga lá o osso ó fidalgo demolidor
Haja algum bom senso Dona Ligeirinha
Olhe que o comércio afugenta muita gente
Antes da chegada ouça o que eu lhe digo
Escolha o bom caminho que é pro moço andar contente
Vou largar o que a mamã levou à perna
Quer agora imitar o seu bom pai óai
Tanto orgulho numa só mulher moderna óai
Que ora corre ora cai
(Composição: Jorge Cruz)
Beija-me secretamente no teu íntimo

Beija-me secretamente no teu íntimo
Antes na frescura dos teus lábios
Beija-me discretamente no teu imo
A ter a ternura completa dos sábios
Beijo terno de luz acesa
O que sei de paladar apurado
Beijo doce de vontade coesa
O tal que não foi consumado
Beija agora, me na tua mão
Entre os dedos me sentes vivo
Beija já esta língua de dom
Embora não sem a teres sentido
Antes do sossego dos olhos ledos
Melancolia se desbruça nessa boca
Ousas adormecer de secura nos dedos
Recordo sério tal lembrança oca
Beijo-te não beijando nunca
Alguma vez beijado sou e beijo
Lembrarei sempre como se junca
Beijando ardentemente o desejo
Ultraje feroz deste encanto
Crianças hesitam como vão falando
Inexperiência de como sentir tanto
Almejam ser mais sentidas decanto
No quarto enorme do quotidiano
Dizem tudo como surge, e enquanto
O dia floresce suavemente ao piano
de F.J.O.C. (beijado)
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Amanhã
Acordarás serena e corajosamente bela
Cada sufoco passado renovará teu ar
Um silêncio a mais será luz de vela
A paz será o sentimento teu
A calma será o que verás em mim
O presente vive-se ateu
E o sonho constrói-se de amor assim
de F.J.O.C. (em frente)
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Opção
Opção eras se ora houvesse certeza futura
Opção essa houvesse outrora
Opção és agora em Amor e lisura
de F.J.O.C. (com certeza)
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
A Flôr
Seria pequena
Seria amada
Seria querida
Seria alegre
Seria os olhos
Seria o mundo
Seria o horizonte
Seria o lar
Seria o objectivo
Seria assim ela
É tudo isso hoje e amanhã
É sem ter alguma vez sido
de F.J.O.C. (memória ima)
Risonha
Para lá da beleza vista
Agora vejo tudo ciente
Recôndito e puro
És entre mau e bom ambiente
de F.J.O.C. (Tu)
Temporizar
Segurar os minutos às horas
Andar em rebelias
Porquê as demoras?
Os prisioneiros do tempo somos
Os donos dele pais são
Não seremos já ou fomos
Tudo que amanhã saberão?
Há Sol, há Lua
E saúde, energia também
Haverá sempre míngua
Em tudo que não se tem
de F.J.O.C. (hoje)
"Capitão Romance" (dos Ornatos Violeta) - Margarida Pinto
não vou procurar quem espero
se o que quero é navegar
pelo tamanho das ondas
conto não voltar
parto rumo à primavera
que em meu fundo se escondeu
esqueço tudo do que sou capaz
hoje o mar sou eu
esperam-me ondas que presistem
nunca param de bater
esperam-me homens que desistem
antes de morrer
por querer mais que a vida
sou a sombra do que sou
e ao fim não toquei em nada
do que em mim tocou
eu vi...
mas não agarrei
eu vi...
mas não agarrei
eu vi...
mas não agarrei
eu vi...
mas não agarrei...
parto rumo à maravilha
rumo à dor que houver pra vir
se eu encontrar uma ilha
paro pra sentir
e dar sentido à viagem
pra sentir que eu sou capaz
se o meu peito diz coragem
volto a partir em paz
eu vi...
mas não agarrei
eu vi...
mas não agarrei
eu vi...
mas não agarrei
eu vi...
mas não agarrei
eu vi...
eu vi...
eu vi...
mas não agarrei...
Composição: Ornatos Violeta





